geralmente, na passagem de um ano para o outro, coloco foto de uma paisagem refletida no retrovisor do carro e vou brincando
de fazer analogia entre as imagens que a gente vai deixando pra trás e o aprendizado
que adquirimos com elas.
nesse ano, que foi marcado por mudanças tão
significativas, a foto escolhida contrariou
totalmente a tradição das publicações anteriores nessa mesma data.
escolhi uma imagem que retrata um horizonte desconhecido, e a imagem escolhida marcou o início de uma vida que tem se feito nova todos os dias.
talvez
um dos aprendizados mais significativos dos últimos anos e que eu não quero perder em 2018 é esse: olhar para frente. não quero dizer com isso que rever o que passou não tenha importância.
até mesmo por que não invalidamos a vida
que vivemos e o passado não deixa de existir. mas algo q entendi é que por mais
que tenha sido importante ou marcante ou feliz ou triste ou o que quer que a
gente sinta que tenha sido: FOI. acabou. o que aprendemos faz parte do presente,
acaba sendo incorporado à nossa identidade e realidade e, por isso, não
precisamos nos ater às lembranças para nos apropriarmos das lições adquiridas.
olhar para trás às vezes requer força , mas olhar para frente pede coragem. remexer lembranças pode ser algo dolorido e, por mais que seja
necessário abrir e esvaziar gavetas, é o que será colocado nelas que faz parte
do hoje que se escolheu viver. abrir a porta do desconhecido é o que nos faz
viver.
saber que existe um caminho a ser percorrido e não conhecê-lo
é o mistério que nos move em direção aos nossos sonhos, àquilo que almejamos
ser e que pode se perder se não rompermos com as prisões do passado.
minha meta para mim mesma e o que desejo para todos que eu
amo neste ano que já está começando é: olhar pra frente. não perder de vista o
caminho que se unirá ao céu e saber que ele está à frente esperando para ser
vivido, não só sonhado. saber perceber que o clichê de falar que ‘o presente é
um presente’ não é vivido por quase ninguém, e que alcançar a sabedoria dessa
frase tão corriqueira é um dos maiores desafios que temos todos os dias ao
amanhecer.
olhar e avançar no caminho não é algo que fazemos
sozinhos, mas é uma decisão que tomamos individualmente, assim como as pessoas
que escolhemos levar nessa caminhada.
os dias não vão passar mais devagar, nós é que precisamos correr
menos, trabalhar menos, ficar menos no celular, falar menos, esperar menos... o
mais que virá como ‘recompensa’ disso é a vida feliz que, por tanto querermos,
deixamos escapar por entre os dedos quando nos chega às mãos.
para 2018, um olhar mais grato e amoroso para o amanhecer e para o horizonte que não
vemos, sem perder o agora, pois é ele, e não o que ficou para trás, que irá compor a melodia que vamos cantar e dançar nesse dia que nasce de presente pra ser o presente.